sábado, 25 de outubro de 2008

A família mais rica da igreja

Eu nunca vou esquecer a Páscoa de 1946. Eu tinha 14 anos. Minha irmãzinha, Olga, tinha 12, e minha irmã mais velha, Darlene, tinha 16.
Nós morávamos numa casa de periferia com nossa mãe, e todas sabíamos o que era ficar sem muitas coisas. Meu pai havia morrido 5 anos antes, deixando mamãe para cuidar de 7 filhos em idade escolar, e sem dinheiro.
Até 1946 minhas irmãs mais velhas já haviam casado e meus irmãos já haviam deixado o lar. Ficamos somente eu, Darlene e Olga com mamãe.
Um mês antes da Páscoa o pregador da Igreja anunciou que uma oferta especial seria feita na Páscoa para ajudar uma família pobre. Ele pediu publicamente a todo o mundo para poupar e dar de forma sacrificial.
Quando chegamos em casa nós falamos sobre o que poderíamos dar. Decidimos comprar 20 quilos de batatas e nos alimentarmos só delas durante aquele mês.
Assim, poderíamos poupar R$20 para a oferta. Então decidimos que não utilizando muita luz, nem escutando rádio à noite poderíamos economizar na conta de energia.
Darlene decidiu trabalhar fazendo faxina. Olga e eu resolvemos trabalhar de babá para arrecadar mais para a oferta. Por 30 centavos, conseguimos bastante material para costurar panos de cozinha e depois os vendemos por R$2,00. Conseguimos arrecadar R$40 com aqueles panos.
Aquele mês foi um dos melhores de nossas vidas. Todo dia contávamos o dinheiro poupado e durante a noite, em meio à escuridão de nossa casa, falávamos sobre aquela família pobre e como iriam gostar de ter o dinheiro que a igreja se propusera a dar.
Havia 80 membros naquela igreja, então calculamos que a oferta deveria ser umas 20 vezes maior do que o valor que nós teríamos para dar, pois a cada Domingo o pregador lembrava à congregação sobre a oferta sacrificial.
Um dia antes da coleta especial da Páscoa, Olga e eu andamos até o mercadinho e lá trocamos o dinheiro velho por notas novas. O gerente nos deu 3 notas de $20 e uma de $10 por todo o trocado que a gente tinha.
Nós corremos satisfeitas para nossa casa a fim de mostrarmos aquelas cédulas novinhas a mamãe e Darlene. Nós nunca tínhamos visto tanto dinheiro em nossas vidas.
Naquela noite estávamos tão animadas que mal conseguimos dormir. Queríamos que amanhecesse logo para irmos à Igreja entregar a nossa oferta.
Nós nem nos importávamos com o fato de não termos vestidos novos para a Páscoa, porque já tínhamos os $70 para ofertar àquela família pobre.
Quase não conseguimos chegar à reunião da igreja a tempo. Amanheceu chovendo, nós não tínhamos um guarda-chuva e o prédio da igreja ficava a mais de um quilômetro de nossa casa.
Darlene tinha buracos nos sapatos, tão gastos que estavam, pois ela também os usava para ir todo dia à escola. Por isso ela colocou papelão dentro. Mesmo assim, ficou com os pés molhados.
Nós tomamos nosso lugar no salão que havia sido construído todo em madeira há uns vinte e cinco anos antes. Estávamos meio molhadas, mas estávamos todos animados.
Eu ouvi um jovem comentar sobre nossos vestidos velhos. Eu olhei para as moças e as senhoras da Igreja nos seus vestidos novos, mas eu me sentia rica.
Quando a oferta foi feita estávamos na segunda fileira da frente. Mamãe colocou a nota de $10 e, cada uma de nós três colocamos uma nota de $20.
Ao voltarmos para casa depois do culto, nós cantamos durante o caminho todo. Para o almoço mamãe preparou uma surpresa. Ela tinha comprado 12 ovos para a Páscoa. Nós comemos ovos cozidos com batatas fritas.
Era Tarde naquele dia quando, de repente, alguém bateu à nossa porta. Era o pregador! Mamãe imediatamente abriu o ferrolho e o recebeu em nosso pequeno terraço. Ninguém sabia do que se tratava.
Quando ela se despediu dele e voltou para a sala, estava segurando um envelope. Nós perguntamos o que era, mas ela não disse uma palavra sequer. Ela abriu o envelope e caiu dinheiro. Lá estavam 3 notas novas de R$20 , uma de R$10 e 7 de R$1.
Mamãe colocou o dinheiro no envelope e nós permanecemos em silêncio. Nós ficamos lá, imóveis, olhando para o chão e umas para as outras. Os sentimentos mudaram.
Pela manhã naquele dia, nos sentíamos como milionárias. Agora à noite, soubemos que éramos as pessoas mais pobres da igreja.
Durante nossa infância, tivemos uma vida tão feliz que sempre sentíamos pena daqueles que não tinham pais como os nossos e uma casa cheia de irmãos e irmãs.
Nós achávamos divertido compartilhar talheres e ver quem iria comer com garfo e quem com colher durante aquelas refeições tão simples. Só tínhamos duas facas e sempre era preciso usá-las rapidamente, passando-as depois para quem ainda não havia jantado.
Eu sabia que outras pessoas tinham mais do que a gente mas, nós nunca nos achamos pobres. Naquela Páscoa, porém, eu fiquei sabendo que éramos.
Se o pregador nos trouxe o dinheiro para a família pobre, então, realmente, devíamos ser pobres. Eu não gostei da idéia de ser pobre.
Eu olhei para meu vestido desbotado e sapatos desgastos e tive vergonha de mim – eu não queria mais voltar àquela igreja. Todo mundo lá, a esta altura, já devia saber que éramos pobres.
Eu pensei sobre a escola. Eu estava no primeiro ano colegial e no topo da minha turma de mais de 100 alunos. A lei só exigia estudo até a oitava série. Eu resolvi que não iria mais para a escola.
Ficamos sentadas sem trocarmos uma palavra sequer, durante um bom tempo. Ao cair da noite, fomos dormir.
Durante toda aquela semana nós fomos e voltamos da escola, sem aquelas alegres conversas que tínhamos até então. Finalmente, no Sábado, mamãe perguntou o que iríamos fazer com o dinheiro.
O que é que pobres faziam com dinheiro? Nós não tínhamos a menor idéia porque não sabíamos que éramos pobres.
Naquele Domingo nós não queríamos ir ao culto. Estávamos com tanta vergonha. Mas mamãe, gentilmente, nos fez ir. Embora fosse um dia lindo, nós não conversamos no caminho até a igreja. Mamãe começou a cantar, mas, ninguém a acompanhou, e ela só cantou um estrofe.
No culto, um missionário estava nos visitando. Ele pregou sobre as igrejas na África. Ele disse que lá os irmãos faziam manualmente seus próprios tijolos para a construção de seus prédios. Ele contou também que, apesar de todo o esforço, ainda lhes faltava dinheiro para colocar um telhado nos prédios.
Ele disse que com $100 daria para comprar o material necessário para cobrir o prédio de uma igreja.
O pregador perguntou: “Será que nós podemos ajudar este povo pobre?” Nós nos olhamos entre nós e sorrimos pela primeira vez naquela semana.
Mamãe pegou o envelope e o deu a Darlene. Darlene me deu e eu passei para Olga. Olga, sorridente, o colocou na sacola da coleta.
Quando a oferta foi contada o pregador anunciou que fora arrecadado um pouco mais de $100.
O missionário ficou tão animado. Ele não podia imaginar uma oferta de uma congregação tão pequena. Ele disse, “Vocês devem ter algumas pessoas realmente ricas nesta igreja.”
De repente, nos ocorreu que nós demos $87 daqueles pouco mais de $100. Agora nós éramos a família mais rica da igreja. Daquele dia em diante eu nunca mais me senti pobre. E, sempre tenho me lembrado do quanto sou rica porque eu tenho a Jesus!
Foi Jesus mesmo que disse “Mais bem-aventurado é dar que receber.” Atos 20:35
Deus promete abençoar aqueles que ajudam os necessitados.
Deut 15:10 Quanto ao pobre, Deus disse: “Livremente, lhe darás, e não seja maligno o teu coração, quando lhe deres; pois, por isso, te abençoará o Senhor, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo o que empreenderes.”
Deut 24:19 Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos.
Provérbios 28:27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.
Autor: Eddie Ogan

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

TIRAI A PEDRA

“Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque é de quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11:39-40)

Uma das primeiras reações das pessoas, diante de problemas de difíceis soluções, é só enxergar obstáculos. Foi o que Marta enxergou: Senhor, já cheira mal, porque é de quatro dias. De nada adiantaria remover a pedra da entrada do túmulo de seu irmão Lázaro.

Fazer Lázaro voltar à vida era uma tarefa impossível aos homens, mas possível a Deus. Remover a pedra, porém, era uma tarefa que os homens poderiam fazer. E Jesus deixou esse trabalho a cargo deles.

Um milagre requer uma parceria entre Deus e o homem. O homem entra com a fé; Deus entra com a ação sobrenatural. Se o homem não entra com sua parte, a fé, o milagre não vem, pois “sem fé é impossível agradar a Deus”. É óbvio que Deus pode fazer tudo só, mas agrada a Deus a fé nele depositada pelo homem. Por isso a Bíblia diz: “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37.4)

O evangelho de Mateus (13.58) registra que Jesus deixou de fazer milagres em Nazaré devido à incredulidade das pessoas. Uma coisa é a fé teórica; outra coisa é a fé provada, vivenciada; é a maravilhosa experiência da relação homem/Deus nos momentos mais difíceis da vida.

Há vezes em que, diante de uma tribulação, de um problema de difícil solução, sentimo-nos desanimados, abatidos, e não temos disposição para remover a pedra que impede nosso acesso à solução dos problemas; só pensamos no “mau cheiro” dos problemas.

Mas Deus, que é maior que todos os problemas, nos diz: Tirai a pedra! Se nós não removermos a pedra da nossa incredulidade, se não exercermos a nossa fé, perderemos a oportunidade de dizer, como Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42.5)

Você está passando por alguma situação difícil? Esse problema já é de “quatro dias” e já “cheira mal”? Já recorreu a Deus e a resposta ainda não chegou? Continue confiando; Ele sabe o tempo de te dar a bênção.

Não desanime.Remover a pedra significa fazer a sua parte para a solução do problema. Exerça sua fé, mas Ele espera que você faça sua parte, sem o que você não verá a glória de Deus.

Era impossível a Naamã mergulhar no rio sete vezes para ficar curado da lepra? Não. Era impossível aos discípulos lançarem a rede outra vez ao mar para terem sucesso na pescaria? Não. Era impossível aos apóstolos recolherem cinco pães e dois peixes pra que Jesus os multiplicasse e alimentasse a multidão? Não. Era impossível aos serventes nas bodas em Caná da Galiléia encherem as talhas com água para que Jesus a transformasse em vinho? Não.

Queremos ver milagres em nossa vida? Não duvidemos das promessas de Deus. Se diante de um problema Ele nos mandar remover a pedra que serve de obstáculo à solução esperada, obedeçamos.

Deus sabe até onde vai a nossa capacidade de lutar, e não deixará que carreguemos fardos superiores à nossa força. Ele não espera o impossível de nós, e sabe o tempo certo de agir em nosso favor.

Então, quando diante de um problema sentires que, realmente, nada podes fazer, e que se esgotou toda tua capacidade física, mental, emocional e espiritual...


...lembra-te que Deus é maior que todos os problemas, e que ainda te resta a fé.

Disse Jesus: “No mundo passais por aflições; mas tende bom animo; eu venci o mundo.” (João 16.33).

Ele não disse que este mundo seria de mil maravilhas pelo contrário, disse que teríamos aflições.

Portanto Se você conhece alguém que está abatido em conseqüência de aflições, que está enfrentando momentos difíceis em sua vida, repasse esta mensagem; abençoe uma vida, tal qual fomos um dia abençoados, pois nada poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus (Romanos 8.35)

Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/mensagensreligiosas/1104770

sábado, 4 de outubro de 2008

Deus não desiste de nós...


Buscamos a Justiça quando somos trapaceados...Oramos, quando precisamos da intervenção de Deus...
Choramos, clamamos, quando surgem as lutas e estamos tão inocentes e
"perdidos" no meio delas...
Mas, e quando pecamos?
E quando erramos e afastamos Deus de nossas vidas?
Nesses momentos, nos sentimos abandonados por Ele; sentimos-nos sem direito de
lhe pedir alguma coisa;
Como filhos pródigos na sujeira de porcos, mendigamos por amor e perdão do Pai...
Como ovelhas fora do aprisco, ficamos sem a proteção do Pastor.

Mas, para nossa surpresa, Deus não desiste de nós!
Você pode até pensar que os caminhos que você tem andado, não tem mais volta,
que seus pecados são grandes demais para obter perdão;
Talvez, você já tenha até desistido de Deus, pensando que Ele é quem desistira
de você.

Mas olhe bem para o que Ele diz especialmente para você:
"Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó
Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.
Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te
submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá
em ti.
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos
teus pecados não me lembro." Isaías 43:1,2 e 25.

Deus não desiste de nós!
Ele não desistiu de Davi quando adulterou, Ele não desistiu de Israel quando
murmurava no deserto, Ele é o Pai que não desiste de olhar todos os dias pela
janela, esperando o filho pródigo voltar para dar-lhe uma grande festa, Deus
não desiste de nós, mesmo quando somos tão falhos e caímos na lama de pecados
(2 Tm 2:13).
Ele não desiste dos seus, mesmo quando todos já desistiram, quando ninguém
mais acredita, Ele ainda está com as mãos estendidas, nos mostrando que nosso
nome está gravado em Suas mãos. (Isaías 49:14-16.)

Deus não desistiu de você! Ele faria tudo de novo para te ter por perto! Ele sofreria naquel cruz mais uma vez, se preciso fosse; por você!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Como adorar a Deus quando se está ferido?

Este Artigo bem interresante de Rick Warren vai abençoar sua vida
"A história de Jó está na Bíblia por causa de uma pergunta: “Será que eu adoraria a Deus se tudo desse errado na minha vida?”
Rick Warren
Todos passam por experiências que machucam na vida, mesmo aqueles que estão no ministério. Estas feridas podem ser físicas, espirituais, emocionais ou relacionais; podem estar em sua vida agora ou aparecerão em breve. Então, o que fazemos quando estamos feridos? Adore. É o único antídoto para nossa dor.
Jó é um grande exemplo disso. Ele perdeu tudo – sua riqueza, família, amigos e saúde – em um período de 24 horas. Em um único dia, Jó vai de herói a nada. Em todo o livro de Jó, vemos um homem que está profundamente ferido: fisica, relacional e emocionalmente. Mesmo assim, o livro conta a história de como Jó adorou a Deus, ao invés de se tornar amargo.
Como você faz isso? Como se conectar com Deus em meio a uma crise em sua vida? Muitos de vocês tiveram uma crise esta semana. Outros estão carregando suas feridas por toda a vida e ainda não conseguiu se livrar delas. Para adorar em meio à esta dor, você precisa:
1. Sentir a dor. Fale para Deus exatamente como se sente. Você precisa por para fora todos os seus sentimentos. Quando você compartilha seus sentimentos com Deus, quando confia à Ele sua dor, você está adorando – mesmo quando estes sentimentos são negativos.
Jó expressou sua dor para Deus. Jó 1.20 diz: “Ao ouvir isso, Jó levantou-se, rasgou o manto e rapou a cabeça. Então prostrou-se, rosto em terra, em adoração”. No antigo Oriente Médio, isto é o que as pessoas faziam quando queriam mostrar frustração, raiva ou profunda tristeza – eles rasgavam suas roupas.

Deus não fez nossos corpos para lidar com emoções negativas. Deus nunca os criou para isso. Quando nós engolimos nossas emoções, nosso estômago é que sente.
Então, a primeira coisa que você deve fazer quando passar por uma experiência dolorosa em sua vida é: confessar. Fale para Deus que você não gostou do que aconteceu – Detestei! Não se preocupe. Deus pode lidar com isso.
2. Louve a Deus. Depois que você passa pelo sofrimento, louve a Deus, à despeito de suas circunstâncias. Não agradeça a Deus por seus problemas, mas agradeça a Ele em meio aos seus problemas.
A história de Jó está na Bíblia por causa de uma pergunta: “Será que eu adoraria a Deus se tudo desse errado na minha vida?” Adoraria? É fácil adorar a Deus quando tudo acontece do meu jeito. É fácil ser um cristão nas horas boas.
Mas o que acontece quando tudo vai mal em sua vida? Você ainda confiaria em Deus? Este é o teste final de fé. Você será testado. Isto é garantido. Em algum ponto de sua vida, tudo se despedaçará.
Mesmo assim, ainda existem muitas coisas pelas quais podemos louvar a Deus, mesmo quando a vida é dura. Eu costumava pensar que a vida era montanhas e vales – flores e riachos. Mas, quanto mais eu vivo, mais percebo que esta não é a realidade. Não existe um tempo em sua vida quando tudo é perfeito. E não existe um tempo em sua vida quando tudo vai mal. Na verdade, a vida é mais parecida com dois trilhos em uma ferrovia. Um deles são as coisas boas da sua vida e o outro são as ruins. Você tem os dois o tempo todo.
Jó escolheu agradecer a Deus, à despeito de sua dor – e você também pode fazer isso.
3. Peça a Deus sabedoria e força. Quando estamos feridos, mais do que qualquer coisa, precisamos de sabedoria e força para saber o que fazer e ter o poder para fazer. Em toda sua história, Jó dependeu de Deus para ter sabedoria e força.
Você não pensa claramente quando está ferido. Você começa a ter pensamentos tolos, tais como retaliação e revanche. Você precisa de sabedoria. A Bíblia fala o seguinte: “No entanto, Deus é sábio e poderoso; ele tem inteligência e entendimento . (Jó 12.13 NTLH)
Você também precisa de força – o poder para fazer a coisa certa. Salmo 37.39 diz: “O SENHOR Deus salva do perigo os que são bons e os protege em tempos de aflição.”
Eu não sei qual é o tipo de problema que está enfrentando neste momento, mas sei que Deus está esperando para fortalecê-lo. Quando você se torna seguidor de Jesus Cristo, terá exatamente os mesmos problemas que tinha antes de segui-lo. Você não está isento! Mas agora tem a sabedoria e a força de Deus disponíveis para você, então... peça a Ele!

Se ainda não aprendeu como compartilhar sua dor, você nunca será curado. Você ficará ferido para o resto de sua vida.

Rick Warren
4. Junte-se a outras pessoas para ter apoio. Deus não quer que adore sozinho. Nunca foi a intenção de Deus que lidasse com toda sua dor, e todas as suas feridas, sozinho. Se ainda não aprendeu como compartilhar sua dor, você nunca será curado. Você ficará ferido para o resto de sua vida.
Aqui está o problema: Quando estamos feridos, é da natureza humana se recolher. Quando nos ferimos, levantamos barreiras ao nosso redor. Colocamos limites, muros. Nos colocamos dentro de uma concha. Nos trancamos dentro de prisões. Isto é simplesmente tolice. Você nunca será curado se não aprender a se abrir novamente.
Esta é uma das razões pela qual até mesmo pastores precisam estar em pequeno grupo, um grupo com outras pessoas que estão no ministério e um grupo em sua igreja. Uma pesquisa recente mostrou que 25% dos norte-americanos dizem não ter amigos chegados, dos quais possam depender. Se você não precisa de um pequeno grupo, você precisará. Você precisará de pessoas que estejam comprometidas com você, para que quando tudo em sua vida cair, eles estejam lá.
5. Continue. Você sabia que continuar, perseverar é um ato de adoração? Em Jó 2, a esposa de Jó sugeriu que ele “amaldiçoasse Deus e morresse”. Ela sugeriu que seu marido acabasse com sua dor, imediatamente, matando-se. Mas, Jó se recusou. Ao invés disso, ele disse: “Aceitaremos o bem dado por Deus, e não o mal?”
Esta é uma declaração de fé conclusiva. Quando tudo parece perdido, Jó confiou em Deus e continuou.
O que deu a Jó este tipo de profundidade? Em Jó 19.25 fala: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra”. Jó esperava por um Salvador que retornaria, um redentor.
Qualquer sofrimento que possa ter é pequeno comparado com a eternidade. Um dia, se você colocou sua confiança em Deus e em Seu redentor, então viverá com Ele para sempre. E neste dia não haverá mais dor, sofrimento ou tristeza. Portanto, aguente firme e não olhe para “o aqui e agora”, mas para o que Deus planejou para você na eternidade.
Aqueles que estão no ministério não estão isentos de sofrimento. Seja uma dor que esteja experimentando por causa de críticas injustas, exaustão ou até mesmo problemas causados por você mesmo; ou se há algum sofrimento do seu passado que nunca tratou, por favor, não ignore esta dor. Não deixe que roube o seu ministério e bloqueie a adoração que deveria estar dando a Deus. Trate disto hoje. Sinta a dor que está em sua vida. Louve a Deus em meio a dor. Peça a Deus sabedoria e força. Junte-se a outras pessoas para ter apoio. E persevere.
Lembre-se, seu Redentor vive!